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Vigilância em concursos: entenda as medidas de segurança usadas nas principais provas

Graças aos avanços na tecnologia, a vigilância em concursos tem melhorado; Confira técnicas usadas para evitar fraudes e garantir a lisura dos certames.

Por Adriano G. Maas em: 27/02/2019 às 09:50

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Estabilidade, rendimentos financeiros superiores aos da iniciativa privada e prestígio social. Esses são alguns dos fatores que levam milhares de pessoas de todo o Brasil a investir em concursos públicos. Algumas chegam a passar anos estudando até conquistar a tão sonhada vaga - principalmente em carreiras mais conceituadas, como as Judiciárias e as das receitas federal e estadualis.

O problema é que, em alguns casos, denúncias de fraudes ou de favorecimento de determinados candidatos prejudicam a lisura do processo, levando a adiamentos ou até mesmo a cancelamentos. A boa notícia é que as soluções que compõem o sistema de vigilância em concursos estão cada vez mais avançadas, o que, por sua vez, reduz as chances de que os mecanismos de segurança das provas sejam burlados.

Técnicas de segurança usadas pelas bancas organizadoras

Roubo de gabaritos, uso de ponto eletrônico ou favorecimento pessoal são alguns dos problemas mais recorrentes no universo dos concursos. Por conta disso, as bancas organizadoras (instituições contratadas pelo poder público para aplicar os exames) buscam técnicas que reduzam as chances de que tais ações fraudulentas possam acontecer. Confira algumas delas a seguir:

1- Uso da tecnologia

A tecnologia é a principal aliada da vigilância em concursos. Isso pois, graças a ela, é possível que uma série de procedimentos críticos sejam realizados sem intervenção humana, tais como:

- Escolha das questões aplicadas a partir de um banco de perguntas;
- Elaboração de cadernos de provas com questões em ordens diferentes;
- Distribuição dos candidatos em todos os tipos de provas elaborados pelo sistema;
- Agrupamento das provas em lotes de distribuição.

Todas essas medidas evitam que alguém tenha contato direto com o conteúdo que será cobrado antes da realização do certame, o que, por sua vez, reduz drasticamente as chances de que essas informações sejam passadas a candidatos ou mesmo a quadrilhas especializadas na fraude de tais certames.

2 - Investigação de vida pregressa dos funcionários

Apesar de a tecnologia já ser usada extensivamente na elaboração de provas para ingresso no serviço público, ainda há muitas atividades que têm que ser desempenhadas por pessoas. É o caso, por exemplo, da fiscalização dos locais de provas e do auxílio aos candidatos durante todo o período de aplicação: nenhuma dessas atividades pode ser realizada de forma automatizada.

Por conta disso, uma das principais medidas de vigilância em concursos públicos é uma análise da vida pregressa de todas as pessoas que se candidatam para trabalhar como fiscais. Deste modo, a banca pode verificar se determinado indivíduo se envolveu com atividades ilícitas ou suspeitas no passado, que, de algum modo, possam interferir em sua atuação no certame. Isso é fundamental para que todas as pessoas participantes do processo tenham reputação ilibada e realmente estejam lá para fazer com que os princípios do concurso público sejam respeitados.

3 - Impressão da prova em gráficas exclusivas

Um dos momentos mais críticos da organização de um concurso é a impressão das provas. Isso porque, durante esse processo, é muito fácil que uma pessoa mal intencionada acesse o recinto e repasse o conteúdo dos exames a terceiros.

Assim, faz parte da vigilância em concursos o uso de gráficas exclusivas para imprimir as provas. Da mesma maneira, são usadas técnicas para fazer apenas com que pessoas imprescindíveis ao processo tenham acesso ao local de impressão antes que todos os cadernos sejam devidamente empacotados. Elas, por sua vez, também passam por uma investigação de vida pregressa, de modo a garantir a lisura do procedimento.

4 - Parcerias com forças de segurança para o transporte

Após a impressão, há outra etapa logística do certame que também é considerada crítica: a distribuição das provas e a sua entrega aos locais de aplicação. Essa fase é considerada arriscada, pois os cadernos de prova passam pelas mãos de muitas pessoas, sendo que apenas um indivíduo mal intencionado que seja capaz de desviar um exemplar já pode comprometer a lisura do procedimento para todos.

Por conta disso, algumas bancas adotam a parceria com forças e entidades de segurança públicas para a vigilância dessa etapa dos concursos. O Cebraspe/UnB, por exemplo, trabalha junto com a Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF), permitindo que oficiais aposentados acompanhem todo o procedimento logístico.

5 - Uso de detectores de metais

Para evitar a transmissão indevida de informações no dia das provas, todas as bancas organizadoras usam detectores de metais durante a sua aplicação, tanto nos candidatos quanto nos próprios fiscais. Assim, é possível verificar se algum deles tem algum aparato eletrônico escondido, como um celular.

6 - Eliminação do nome do candidato da folha de respostas

Porém, a vigilância em concursos não acaba com a aplicação das provas: também é preciso garantir a lisura durante o processo de correção. Felizmente, isso é simples: basta destacar os dados do candidato, como o nome e o número do documento, do caderno que será corrigido, principalmente das provas discursivas. Assim, evita-se que ele seja identificado e favorecido.

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Nota:

(3.8/5.0)

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